3 de agosto de 2011

Resultados do Kata e da competição por equipe do Sulamericano de Veteranos

Veteranos de Judô, a 3ª Copa Aberta de Katas e Copa Internacional por Equipe. O evento foi organizado pela Federação Uruguaia de Judô.


Veja os resultados



NAGE NO KATA masculino:

1 BRA Uchida Wagner Tadashi

Paulo Roberto A. Ferreira

2 BRA Fabiano Rodrigo de Barros

Anderson Luiz Neves da Silva

3 BRA Leandro Dias Bello

Eloy Pereira Costa

4 BRA Edson Dummer

Leandro Nunes Couto



NAGE NO KATA mixto:

1 BRA Eliane Pintanel T. Prondzynski

Roberson Silva dos passos

2 BRA Aline Akemi l. Sukino

Paulo Roberto A. Ferreira

3 BRA Rodrigo Guimaraes Motta

Juliana Tiaki O, Maesta

4 URU Valeria Rojo

Lucas Candan



NAGE NO KATA femenino:

1 BRA Aline Akemi l. Sukino

Juliana Tiaki O, Maesta



KATAME NO KATA masculino:

1 BRA Uchida Wagner Tadashi

Paulo Roberto A. Ferreira

2 BRA Roger Tsuyoshi Uchida

Rodrigo Guimaraes Motta

3 BRA Fabiano Rodrigo de Barros

Anderson Luiz Neves da Silva



KATAME NO KATA femenino:

1 BRA Juliana Tiaki O. Maesta

Aline Akemi l. Sukino



KATAME NO KATA mixto:

1 BRA Aline Akemi l. Sukino

Roger Tsuyoshi Uchida

2 BRA Juliana Tiaki O. Maesta

Rodrigo Guimaraes Motta



KODOKAN GOSHIN JITSU masculino:

1 BRA Hugo Daniel Pelayo Perpiñá

Ramiro Adrian Rodriguez

2 ARG Marcus Michelini

Diogo Rocha Colela

3 BRA Uchida Wagner Tadashi

Rodrigo Guimaraes Motta



KODOKAN GOSHIN JITSU mixto:

1 BRA Rodrigo Guimaraes Motta

Aline Akemi l. Sukino



KIME NO KATA masculino:

1 BRA Uchida Wagner Tadashi

Paulo Roberto A. Ferreira

2 BRA Marcus Michelini

Diogo Rocha Colela

3 BRA Leonardo Yamada

Caio Kanayama



KIME NO KATA femenino:

1 BRA Juliana Tiaki O. Maesta

Aline Akemi l. Sukino



KIME NO KATA mixto:

1 BRA Uchida Wagner Tadashi

Aline Akemi l. Sukino

2 BRA Eliane Pintanel T. Prondzynski

Roberson Silva dos Passos

3 BRA Juliana Tiaki O. Maesta

Paulo Roberto A. Ferreira



EQUIPOS MAS M5



BRASIL 3 Hirotoshi Onmura Nelson (73 KG) BRA 73

Caetano Filho Artemio (81 KG) BRA 90

Robles Santalla Luiz (100 KG) BRA Libre

Firmino Erasmo Luiz (100 KG) BRA Reserva



BRASIL 2 De Moraes Correia Hanilton (73 KG) BRA 73

Da Silva Mario Francisco (81KG) BRA 90

Borges Barboza Braulio (90 KG) BRA Libre

Tedesco Irahy (81 KG) BRA Reserva



BRASIL 4 Fernandes Pedro Luiz (73 KG) BRA 73

Lucimar Rocha Rocha (81 KG) BRA 90

Ribeiro Da Cruz Pedro (M100) BRA Libre

Kawakami Julio (66 KG) BRA Reserva



BRASIL 1 Honda Sergio (60 KG) BRA 73

Baptista De Arruda Jairo (90 KG) BRA 90

Fragosa Da Silva Kleber (M100 KG) BRA Libre

Gaitan Carlos Hugo (81 KG) BRA Reserva



EQUIPOS M3 y M4



BRASIL 6 Kuno Clovis Koji (66 KG) BRA 66

Guimaraes Motta BRA 73

Da Silva Viana Antonio (81 KG) BRA 81

Cataneo Mauricio (90 KG) BRA 90

Lorensao Junior Acacio (100 KG) BRA Libre

De Almeida Marcelo Manoel (73 KG) BRA Reserva



ARGENTINA Rodriguez Luis Alberto (66 KG) ARG 66

Arias Ruben Enrique (73 KG ARG 73

Perichon Rafael (81 KG) ARG 81

Alba Sergio Adrian (90 KG) ARG 90

Benitez Pedro Ariel (90 KG) ARG Libre



BRASIL 5 Ribeiro Dantas Efraim (66 KG) BRA 66

Gomes Marcus Vinicius (73 KG) BRA 73

Ferraz Ferri Mauricio (73 KG) BRA 81

De Azeredo Sousa Andre Luiz (90 KG) BRA 90

Neves Pinto Junior Aldair (M100 KG) BRA Libre



EQUIPOS M1 y M2



BRASIL 9 Cezario Cristian (60 KG) BRA 66

Oliveira Da Rocha Cesar (73 KG) BRA 73

Cassio dos Santos Anderson (81 KG) BRA 81

Alexandre Dos Santos (90 KG) BRA 90

Da Costa Albertonio (M100 KG) BRA Libre

Pinheiro Flavio (73 KG) BRA Reserva

Dos Santos Luis Antonio (81 KG) BRA Reserva



BRASIL8 Aderaldo Guerra Frederico(66 KG) BRA 66

Castiglione Khalil Gibran (66 KG) BRA 73

Macedo De Brito Cristiano (81 KG) BRA 81

Barbosa Lins Fabio (90 KG) BRA 90

Mendes Pinheiro Anderson (100 KG) BRA Libre

Sousa Dos Santos Luiz Cesar (100 KG) BRA Reserva



BRASIL 7 Zanchin Wuelani Rivalner (66 KG) BRA 66

Azevedo Sanjiorato Danilo (73 KG) BRA 73

Telles De Menezes Daniel (81 KG) BRA 81

De Almeida Fraga Leonardo (90 KG) BRA 90

Aguiar Simoes Ricardo (M100 KG) BRA Libre

Semprebom Augusto (M100 KG) BRA Reserva



URUGUAY Fernandez Juan (60 KG) URU 66

Sar Sergio (73 KG) URU 73

Vianna Jose (81 KG) URU 81

Gonzalez Diego (90 KG) URU 90

Applan Mario (100 KG) URU Libre

Terra Javier (100 KG) URU Reserva

29 de julho de 2011

Hilbert Maximiliano Akihito Obara, o juiz judoísta

Mostrando que nunca é tarde para recomeçar, Hilbert Obara espera alcançar este ano alcançar a tão esperada faixa preta. Por diversas razões que a vida lhe impôs, por um bom tempo deixou de treinar o judô, mas nunca o deixou. Este juiz de direito, aos 35 anos, achou que havia chegado a hora de retomar o caminho da suavidade. Mesmo não podendo realizar o exame a Sho Dan em 2010, com a força e a persistência que é comum aos orientais, não se abalou e foi à luta. Em dezembro, esperamos por mais este faixa-preta dos pampas. Porém, este judoca não se resume apenas à cor da faixa. Ele acredita que o judô é uma importante ferramenta de inclusão social; bem como, uma das possibilidades de luta de combate à violência e à criminalidade a qual está tão acostumado a ver.

Nome: Hilbert Maximiliano Akihito Obara
Idade: 41 anos
Local de nascimento: Paranavaí/PR
Signo: Câncer
Graduação: Marrom
Clube: ASSONAJU, Encruzilhada
Classe: M3
Categoria: meio-médio (-81 kg)
Treinamento: três vezes na semana
Prato preferido: Churrasco
Patrocínio: Não
Ídolo no judô: o japonês Yamashita
Lugar onde sonha lutar: Japão
Objetivos para 2011: Faixa Preta
Onde iniciou a treinar: Em Paranavaí
Quem era o professor: Iniciou aos seis anos, mas retornou aos 35 anos, com o professor Moraes, no G. N. União
Profissão: Juiz de Direito
Outro esporte: Futebol, vôlei, tênis, Stand Up
Se não fosse judoca, faria: Atletismo
Maior sonho: Desenvolver trabalhos comunitários com o Judô para crianças carentes.
Títulos: Campeão da Copa Cação 2011, Campeão da Copa Canoas 2011, Campeão do Campeonato do Interior 2011.
Palavras: O judô, para mim, não é só esporte ou arte marcial. Há vários valores agregados que o fazem ir muito além. Entre tantos, destaco o respeito ao próximo, a não violência, a disciplina, como fundamentais ao judoca. A isso se vincula o meu ideal de judô. O interesse de realizar trabalhos sociais, contribuindo para a formação de cidadãos. Acredito que, assim, o judô pode ter um papel fundamental na construção de uma sociedade melhor.

26 de julho de 2011

6° Festival Estimulo Lasalle Dores – Troféu AJE

No dia 4 de setembro, nas dependências do Colégio La Salle Dores, Rua Riachuelo, 800, Centro, em Porto Alegre, será realizado o 6° Festival Estimulo Lasalle Dores – Troféu AJE.
Conforme o promotor do evento e responsável técnico da Associação de Judô Esportivo, Luciano Martins, o evento tem o intuito de angariar fundos para a compra de tatames, kimonos e filiação de quarenta alunos junto a Federação Gaucha de Judô. “São alunos oriundos de projeto social da Vila Cruzeiro”, informa o professor Luciano .
O ingresso não será cobrado, mas a organização do evento arrecadará alimentos não perecíveis para doação.

9 de julho de 2011

Igor Machado e Silva, jovem promessa da Kiai

Um dos mais promissores futuro no judô gaúcho é o judoca da Kiai, de Canoas, Igor Machado e Silva. O aluno do professor Douglas Potrich, com apenas 9 anos de idade,  é dono de resultados surpreendentes.

Neste mês de julho, Igor é um dos destaques do Portal do Judô.

Nome: Igor Machado e Silva

Idade: 9 anos

Local de nascimento: Porto Alegre/RS

Signo: Aquário

Graduação: Faixa Verde

Clube: KIAI – Associação Canoense de Judô

Classe: Infantil

Categoria: Meio Leve (– 33kg)

Treinamento: 5 vezes semanais

Prato preferido: Strogonoff de carne

Tipo de música: Rock e  Pop Rock

Patrocínio: Não possui

Ídolo no judô: Tiago Camilo

Lugar onde sonha lutar: Japão

Objetivos para 2011: Campeão Meeting Interestadual 2011 e Tri Estadual (Individual)

Onde iniciou a treinar: CAJU – Canoas Associação de Judô

Quem era o professor: Sensei Flávio Pereira

Onde estuda: Colégio Marechal Rondon

Outro esporte: Jiu Jitsu

Se não fosse judoca, seria: Tenista

Maior sonho: Conquistar o Mundial de Judô

Títulos: Bi-Campeão Estadual 2009-2010; Campeão Estadual de Novos 2009; Vice-Campeão Estadual Estudantil 2009; Campeão Estadual por equipes 2010; Tri-Campeão Metropolitano 2009-2010-2011; Copa Dos 100° Aniversário do Sport  Club Corinthians Paulista; Campeão III Torneio Interclubes do Conesul e outros 34 Títulos em Copas e Torneios dentro do estado.

Palavras: “Eu não desistirei, pois se há esforço haverá resultado” Jigoro Kano.

5 de julho de 2011

Shihan é o novo anunciante do Portal do Judô e revista Randori

A empresa de kimonos Shihan é a mais nova anunciante do Portal do Judô e da revista Randori. Além dos kimonos, a Shihan comercializa faixas, medalhas, troféus, tatamis e bermudas.

Em Porto Alegre, o representante comercial é Douglas Potrich – (51) 9951-7991 - Nextel 7814-4497 ID 14*573279 ou pelo email:
douglaspotrich@yahoo.com.br

A Shihan é patrocinadora do atleta bicampeão mundial de judô João Derly Júnior.

3 de julho de 2011

4º Fórum de Artes Marciais - As Lutas Marciais em prol da vida

Convidamos a todos amigos, esportistas, praticantes, professores e simpatizantes para a realização do 4º Fórum de Artes Marciais, que será realizado no dia 9 de julho de 2011, às 18h00min, no Auditório do SIMPA, na Rua João Alfredo, 61, na Cidade Baixa, em Porto Alegre/RS.

Venha participar e fazer muitos amigos com aqueles que pensam no esporte para o futuro.
O Fórum conta com o apoio da Academia Kiokushim, Margem Bar, Judô Poliesporte, Fundação Estrela do Sul e a realização do Mestre Fabian Tubino.

O evento contará com palestras sobre Direito Esportivo, Medicina do Esporte, Pedagogia nas Artes Marciais, o Futuro nas Artes Marciais, palestras de grandes mestres e esportistas, entre eles o próprio organizador Mestre Fabian Tubino, Mestre Dindo do Grupo de Capoeira Angola Palmares, Amaro Nascimento do Judô Poliesporte, e muitos outros mestres e professores. Demonstrações de lutas e troca de graduações em Muay Thai.

Presença do professor da UFRGS Roberto Padilla.

Fundação Estrela do Sul

27 de junho de 2011

Falta de disciplina no judô, por kodansha Sérgio Zimmermann

O sensei Sérgio Guido Zimmermann é o quarto membro do Conselho dos Kodanshas do Rio Grande do Sul a apresentar o seu trabalho sobre a disciplina no judô.

Nos dias de hoje, muito corrido, não temos tempo para muita coisa e deixamos muito para trás.

Necessitamos de uma linha de conduta que nos guie e oriente em nossas atitudes e gestos, para não passar por cima de alguns princípios básicos do nosso dia a dia: o respeito à hierarquia.

Todos aqueles que de uma ou outra forma, fazem Judô, seja treinando, competindo, administrando, dando aulas ou simplesmente acompanhando familiares, deveriam seguir os princípios desta arte que nos torna privilegiados só por estarmos envolvidos neste contexto.
Cabe aos mais antigos, e me incluo neles, passar todo um conhecimento da hierarquia e disciplina que também nos foram transmitidos por nossos mestres.

Com pequenos gestos e simples atitudes, passamos exemplos e temos que cobrar dos menos graduados igual atitude.

“Mais que teus conselhos, teus filhos seguirão teus exemplos”, ou seja: De nada adianta cobrar se não mostrarmos como deve ser.
Não acho que só os professores são responsáveis pelas atitudes e falta de educação e disciplina de alguns judocas.

Este é um problema maior que envolve toda a sociedade, mas nós temos a chance de mudar ou pelo menos tentar mudar este quadro.

Porque usar sapatos, tênis e até botas ao lado da área de competição?

Porque vestir o Judogui azul para pegar a premiação?

Porque não cumprimentar o adversário no fim da luta?

Porque arrastar a faixa no chão como se fosse um pedaço de pano velho?

Porque sempre culpar a arbitragem quando perde a luta?

Muitos destes “porquês” são fáceis de resolver, entre outros…

Quem sabe com um movimento maior não se melhora esta situação?

Vamos abraçar esta causa!
Sérgio Guido Zimmermann, Kodansha 6° dan

26 de junho de 2011

Falta de disciplina no judô, por kodansha Carlos Matias

Mais um texto de um membro do Conselho de Kodanshas do Rio Grande do Sul, versando sobre a disciplina no judô, escrito pelo professor Carlos Matias, ex-presidente da Federação Gaúcha de Judô.

O comentário do Sensei Cleto, ao qual parabenizo, me oportuniza iniciar a minha contribuição. É interessante notar, no comentário do sensei, que alguns professores, que não sabem se portar à beira do shiai-jô, são extremamente educados no trato pessoal.Em sua grande maioria tem suas origens junto a professores conhecidos por sua rígida disciplina e por isto, sabem como se comportar. No passado, alunos, hoje, professores, talvez não tenham, ainda, assimilado, esta condição educacional. Quando estão ali, à beira do shiai-jô gritando de forma deseducada, imaginando estar defendendo os interesses de seus alunos e passando aos pais esta imagem, na verdade estão ensinando aos seus educados, como agir nestas ocasiões, tendo ou não razão. E, isto, vai para a vida. Vamos vencer no grito, ou de qualquer maneira. Deveriam pregar, aos seus, a luta pela competência e assim, levar para seus futuros estas atitudes leais e corretas. Uma competição é um lapso de nossas vidas. Lá estamos nós com o nosso adversário (no futuro um problema qualquer). Os árbitros serão aqueles que no dia a dia julgarão nossas atitudes e o público, nada mais são que as pessoas do nosso mundo. Se vencermos o problema seremos bem sucedidos e reconhecidos, mas devermos continuar agindo com dedicação para manter nossas conquistas. Se perdermos, teremos a oportunidade de recomeçar e tentar outra vez. Não é assim na vida? Voltando ao comportamento dos técnicos nas cadeiras técnicas, enfatizamos que são pessoas educadas. Fazem suas saudações aos demais colegas, aos mestres, às pessoas de outras associações demonstrando que tiveram escola para serem comportados. O que os leva a esta transformação? Aí, talvez, deva entrar a figura da Federação e seu Tribunal. Se eles são educados fora das cadeiras, então é um problema disciplinar e cabe ao Tribunal coloca-los em seu devido lugar. Como nas multas de trânsito. De tanto ser multado, a maioria pensa antes de cometer nova infração. A maioria aprende.
O Diretor de Árbitros, o Diretor Técnico e o Presidente do Tribunal, deveriam buscar uma alternativa, mais ágil, que permita, nos eventos, fazer uma denúncia única a todos os que se comportarem indevidamente. Esta denúncia seria encaminhada ao TJD e os técnicos serão chamados ao uma sessão. Não adiantará? Talvez demore, mas de tanto ser punido, o professor poderá dar-se conta de seu ato impensado e na repercussão junto aos seus alunos e pais, pois a competição é um “meio” e não um “fim”. O que queremos é a educação e a formação de nossos alunos, estendendo aos seus pais esta dimensão.
O que esses professores tem que entender é que o Judô nos diferencia das demais artes marciais. Os pais já sabem e procuram as escolas de Judô para ajudá-los na educação. Já ouvi pais, em sua primeira competição com seus filhos, comentar: o que é isto? Coloquei meu filho no Judô para aprender a ser disciplinado e agora me encontro num meio estressado com professores gritando e, às vezes, brigando entre si e crianças chorando. Não podemos decepcioná-los. Nós, Faixas-Pretas temos passar a idéia que o Judô é uma filosofia comportamental de vida que não se esgota nos limites do tatame ou na porta de nosso Dojô. Não se trata de ser monge e viver como um eremita. Vai para a vida. Se quisermos que vá para a vida dos nossos alunos, temos que cultiva-la dentro de nós.
Participar de competições é importante para auxiliar na formação do indivíduo, independente da classificação. Apenas, não se deve ter tanta pressa em inscrever os alunos nos eventos oficiais ou amistoso. Queimar etapas é perigoso pois sempre algum complemento acaba ficando para trás.
O professor
Paulo Roberto Cardoso, em seu brilhante comentário, salientou o lado desportivo do Judô como um elemento que está exigindo uma reflexão pela comunidade. Isto, porque o lado competitivo, embora necessário, pode ser frustrante se não for bem administrado pelos professores. Por um lado a pressa de ensinar “algumas técnicas”, inscrever em eventos e colher os frutos, muitas vezes econômicos. Outras vezes pelo comportamento no Dojô onde muitas coisas são permitidas com a finalidade de manter o aluno e sua contribuição.
O Dojô é o lugar onde se aprende o caminho que deve ser trilhado com constância e sabedoria e jamais com pressa. Por isso é que se leva muitos anos para aprender até chegar a Faixa-Preta onde, realmente, começa a prática do Judô e o aprendizado continua.
Fala-se muito em alto-rendimento. O que realmente é isso? Quem e quantos se enquadram neste nível?
No RS devem ter, aproximadamente, 3.000 atletas federados, considerando-se a anuidade de 2011. Qual o percentual de atletas de rendimento? Vamos pensar em 5% deste público, totalizando 150 atletas de rendimento conforme os critérios técnicos. Será que são tantos assim? Vamos passar para 10%, só para raciocinar. Neste caso ficaríamos em 300 atletas de alto-rendimento. Tudo isto?
Agora, vamos deixar este número de lado e nos ater aos 90% restantes (2.700 praticantes no nosso exemplo). Onde se enquadram? O que resta para esses? É claro que tem os mesmos direitos a praticar e competir, mantendo seus sonhos de, um dia, serem iguais ao João Derly. No entanto, nós, educadores, temos que saber administrar esta diferença para que se mantenham praticando e conquistem vitórias proporcionais às suas habilidades técnicas… Uma pergunta que eu, quando Presidente da Federação, sempre fazia aos faixas marrons, candidatos à sho-dan: quantos começaram com vocês, na faixa branca, e hoje estão aqui, já passaram por vocês ou estão próximos desta conquista.
O nosso compromisso, no magistério do Judô, é muito maior que a simples busca do quanto, financeiramente, podemos ganhar ao final de cada mês. Quando na rua encontramos alguém que foi nosso aluno há muito tempo e, este, abraça-nos e agradece pelo que fizemos por sua educação, o que sentimos? Não tem preço, não é?
Estas contribuições dos Kodanshas, e de outros professores sérios, deve provocar uma reflexão no que estamos fazendo pelo esporte que tanto nos deu. A discussão é de todos os que realmente se importam.
Então, decidiremos o que queremos para nós e para nossos alunos.

Carlos Matias, Kodansha 7° dan

Falta de disciplina no judô, por kodansha Cleto Mendes

Dando continuidade à série de artigos escritos pelos componentes do Conselho de Kodanshas do Rio Grande do Sul, publicamos o artigo do kodansha Cleto Alves Mendes.

Leia:

O que tenho observado em competições, é a falta de respeito, falta de disciplina dos atletas, professores e técnicos na orientação de seus atletas, quando eles estão competindo. Em vez de orientá-los tecnicamente, eles, não todos, ficam na cadeira gritando acintosamente, prejudicando a arbitragem, insinuando pontuação aos gritos, procurando jogar o público contra a arbitragem. Noto também que a maioria não tem orientação como se portar, ao cumprimentar para iniciar o shiai. Vejo que a maioria não tem o menor conhecimento, obviamente acredito, que falta orientação nos treinamentos em seus Dojôs. Acho que os professores não ensinam, que, ao iniciar tem que cumprimentar e dar um passo à frente e depois da decisão, um passo atrás para novamente cumprimentar.
Aproveito para cumprimentar o professor Cid, pelos comentários, que foi um trabalho que demonstra muito conhecimento, sobre o que nós estamos propondo. Humildade, Disciplina e Respeito, que deve nos nortear, praticante deste nobre esporte. Um abraço a todos os meus colegas da Comissão dos Kodanshas.


Cleto Alves Mendes, Kodansha 7° dan

Participação do Brasil em Frankfurt

O Brasil fechou o mundial de veteranos de 2011 na 4ª colocação geral do evento com 6 medalhas de ouro, 8 pratas e 13 bronzes. Rússia foi a grande campeã com 21 ouros, seguido da anfitriã Alemanha com 20 ouros, tendo a França em terceiro com 13 ouros.

 

Prós e contras do Mundial

Prós
:

1) O ginásio do evento - perfeito, amplo, com excelentes acomodações, banheiros nota 10.

2) Sistema de competição FIJ - com placares eletrônicos (Tvs de led) com lista dos próximos 6 combates em cada área nas telas, com transmissão automática via internet para o ippon.org.

3) qualidade das áreas de luta - tatames olímpicos

4) número de participantes

5) alto nível técnico da competição

6) vários stands de empresas ligadas ao judo com venda de material


Contras:

1) Sistema de pesagem desorganizado - somente 2 balanças - tolerância ridícula de até 2 Kgs na pesagem que não constava na programação oficial.

2) Qualidade da premiação - medalhas acanhadas para o tamanho do evento e um pódium feio pro tamanho do evento - falta do hino brasileiro no primeiro dia do shiai.

3) Preços das inscrições - não tem porque cobrar mais 250 euros para inscrição na competição por equipes de quem já pagou mais de 100 euros de inscrição

4) Falta da competição na classe absoluto.


5) somente 5 áreas de competição - competição muito longa em cada dia do evento.

6) 15 euros para costura de cada patch - absurdo....

7) arbitragem fraquíssima, decidindo várias lutas.