25 de janeiro de 2008

Presidente da União Pan-americana 'esculhamba' Paulo Wanderley

Ref.: carta assinada por Jaime Casanova, presidente da União Pan-americana de Judô (UPJ) e vice-presidente da Federação Internacional de Judô (FIJ), endereçada a Paulo Wanderley Teixeira, presidente da Confederação Sul-americana e Brasileira de Judô.
Dentre várias acusações, Casanova destaca outras "contribuições" do dirigente brasileiro: trair os ideais revolucionários latino-americanos, usurpador, motivo de vergonha para os pan-americanos, prejudicar de forma repugnante o desenvolvimento do judô pan-americano, desinformado, forçar cargos para aliados políticos e mais, muito mais...
Desta vez Paulo Wanderley abusou da sua usual prepotência e tentou interferir na política esportiva peruana: se deu mal.
Os dois dirigentes (Casanova e Wanderley) estão em rota de colisão desde o ano passado quando o brasileiro integrou uma falsa comissão da UPJ para participar de uma reunião na Europa. Na sequência, com o advento do Mundial Sênior, no Rio, Paulo Wanderley não cumpriu a promessa de garantir passagens e hospedagens para todos os países participantes. Na ocasião, a falta de dinheiro foi apontada como principal motivo. Agora sabemos que não foi essa a razão. Paulo Wanderley "excluiu" aqueles que não afinam politicamente com ele. Vale lembrar que a Costa Rica foi o primeiro país a atacar a organização do Mundial. Wanderley sempre contou com a cobertura do "Tio Nuzman". Depois dessa, vamos ver até quando a festa vai durar.
Resumindo, a carta é pesada, humilhante e expõe o dirigente brasileiro de forma vergonhosa e contundente.
Serviu, também, para constatarmos que ele (Paulo Wanderley) não atrasa só o desenvolvimento do judô nacional: agora, está exportando esse "know how" de graça e sem qualquer entrada de divisas para o país.
A atenção exclusiva para com os resultados internacionais da equipe principal mantém a base no esquecimento. Se não é seleção é resto... Mas a coisa não é bem assim. Esse "resto" é que mantém a CBJ política e financeiramente. E isso vai durar até a hora em que os presidentes das federações enxergarem que são os verdadeiros representantes da realidade do judô no Brasil. Sabem, mais do que ninguém, o que é necessário para mudar o quadro. Basta analisarem suas contabilidades e perceberem que os resultados internacionais só têm gerado receita e dividendos (políticos e financeiros) para a CBJ. Alguns lembram que o Mamede, pelo menos, levava a turma para viajar... Coleginho viciado esse, não?
Carlos AMC Cunha -JUDOBRASIL

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